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2 de agosto de 2010

Artur - Disforme


Um sonho sem mundo, era esse da minha luz. Um mundo sem sonho, era o da minha escuridão. Um sitio sem nome num estado de dormência perpétua. E eu caminhava por lá, indubitavelmente glorioso em todo o meu paço, único em aspecto. Diferente de tudo o resto. O som, não era. As formas, disformes, contorciam-se em agonia luminosa, mas sempre silenciosa. E muito cuidadoso, toquei na pedra levitante, sem ver o mundo que me sabia, no seu centro luminoso. O homem do piano sorriu, tocou o instrumento, morto, sem emitir um som. Mas os meus olhos ouviam, e os meus lábios sorriam. Pois estavas comigo, naquele sonho sem mundo, naquele espaço sem fundo...

29 de junho de 2010

Artur - White Nights


White nights, wasted on you
Lost time, seeking the truth
Bright Lights, coming from us
Raven feathers, hot fuss

Now my mind has stoped to heal
So my world was frozen solid
All I see is blindness calling
When I wonder if you're real

I wich you were still near me
So you'd make it seem okay
Cuz even if my world was falling
I would love you for that day

How I miss your gentle moves
How I feel my madness growing
In all those white nights, glowing

26 de junho de 2010

Diana - Pedaço de Papel


Vislumbra-me imaculado, desinteressado da intenção, ausente e vagarosamente preenchido por simples divagações de uma sem alma errante, definindo-se em palavras extraordinariamente graciosas e resumindo-se a tão pouco do Mundo. Agora, observa-me, peremptório e orgulhoso, manchado desapaixonadamente para os exteriores frios e cruéis.
Como corro os mares, sem de ti, um vislumbre seco de espírito ardente. Fala-me do Mundo. Quero tanto escutar-te, aventurar-me no ausente. Ó pedaço de alma, divaga no meu juízo e cria sentido do desconexo. Escreve-me inóspito e cria novo sabor às frases e aos exímios assuntos. Lê-me de todos os ângulos e desconhece críticas. Cria singularidade.

21 de junho de 2010

Artur - In English Please

Now my mind goes to places I can't understand
And I wish you were still with me, just to make it seem okay.

Monstrosity

She ran trough the fair
She ran trough that place
She entered the square
She stared at his face

He looked like a pig
His eyes were deformed
He was dancing a jig, then
His voice shout and stormed

Now she stares at his heart
Now she sees the emptiness
Where it all becomes part
Of that circus, endless...

3 de junho de 2010

Artur - Texto Nu

faltou-me a coragem faltou-me o teu abraço amigo não percebes que me és mais que o mundo e é quando mo perguntas que magoas mais nessas horas em que duvidas sinto que não tenho a força para to mostrar nessas horas que me trazes abaixo que penso que não vale a pena tentar nas horas em que o meu mundo cai as horas que só suporto para viver até ao dia em que me abraças em que te ris em que nem que por um momento sinto que sou maior que o teu mundo são essas horas que fazem tudo o resto valer a pena são essas as horas que recordo sempre nossas

O texto é para ficar assim como está, desculpem se for dificil de ler.

25 de maio de 2010

Diana - Desditosos Pensamentos

Meu amor.

Saudosa. São estes os exíguos momentos em que a respiração pára, o coração enfraquece e eu desfaleço ao sabor do vento, esperando por algo que denuncie a minha insensatez e me mantenha presente. Respiro fundo, aguardando, só esperando mas o bater não volta, a imaginação voa e eu caio.
Não me ouves tombar, uma e outra vez, navegando as emoções, tentando segurar-me a descansos da inteligência desditosos. Nada resulta, a imaginação não pára. Alvoraço-me, escassos segundos de sobreposição de pensamentos. Então caio novamente, e deixo-me cair completamente. O coração pára.

17 de maio de 2010

Artur

Quem ama não pensa, não sente mais do que amar. Quem ama não vê, não ouve. Quem ama sofre.
Porquê amar? Porquê a tentativa de sentir que estás radiante se sabes que não? Para quê tentar forçar, se quem amas não existe? Se quem procuras não encontras, que mais te resta? Resignaste mediocridade, não tentas mais do que o satisfatório, não mais além do confortável. Não tentas alcançar o transcendente. Porquê amar então?

28 de abril de 2010

Diana - Divagações Poéticas em Prosa - 1

Permaneço Flor.

Simples permaneço, intocável flor de Inverno. Clara observadora ausente. Vejo-o, ao mundo, como uma rosa que lentamente perde as suas pétalas, as suas esperanças. Gotas vermelhas de sangue que caem, manchando os meus sonhos e existência. Fecho os olhos à dor, nego a sua presença, nego a decadência que resiste em mim. Escrevo-a.
Livre permaneço, de sois radiosos e amores fortuitos. Divago pelas minhas irrealidades, por ele, totalmente alheia à minha incumbência. Olho-o como símbolo do que não quero, pretendo ter. Durmo impaciente sobre o dia em que me liberte. Interpreto-o de todas as maneiras erradas. Vislumbro-o aliviado, por não ter de carregar a rosa que me concedeu. O peso de que me fez prisioneira. Carrego o mundo. Os pensamentos. Carrego-me sem auxílio, caminhos alternos.
Isolada permaneço, inconsciente. Perco a fala do que não pode ser dito. Luto contra a ambição da minha querença, não me demove.
Leves pétalas arrastadas pelo vento. Flor fria. Eu.

19 de abril de 2010

Diana - Poemas Lamechas - 4

Leitores, escrevi mais um, finalmente recuperei a inspiração que julgava perdida. : ) Não está nada de especial mas é sobre a minha amora e só por isso, tem crédito. : ) Aqui vai, espero que gostem:

O Meu Eco

És o som
Que reclama a minha alma.
És o grito silenciado
Que descansa incessante
No amor indefinido.

És um embirrar de palavras
Indescritíveis.
És a clareza de gestos
Delicados.
És o meu respirar.

És a vida
Que sustenta a minha calma.
És a dependência omitida
Que dorme importante
Na palavra indistinta.

És tu própria,
Única,
Minha.

Beijo.
P.S.: Meus poetas anónimos, que sei que os há e com jeito, se quiserem divulgar anonimamente para receber o feedback dos leitores do blogue, digam-me. ; )

26 de fevereiro de 2010

Gilberto - Cenas para o Concurso

Olá pessoal, já não escrevo há uns tempos...

Então é assim: Vai haver um concurso de poesia no Liceu, e eu e o Nando estamos a pensar em entrar os dois, mas queremos a vossa ajuda.
Precisamos que nos ajudem a escolher o poema que mais gostaram de cada um. Por isso toca de ir rever os poemas e de dar opiniões. Sejam sinceros e não se deixem influenciar, mesmo! Mais uma coisa, no concurso estamos a pensar usar pseudónimos. Eu vou ser Gilberto Campos (Soa mesmo a nome de escritor não soa?! 8D) mas o Nando está com um bloqueio criativo e não encontra um nome adequado, se tiverem ideias digam.

Bjs e abraços pessoal. 8D

P.S.: Para votarem ponham um comentário nesta entrada com o nome dos poemas favoritos.

14 de fevereiro de 2010

Gilberto - Poema

Mais um poema, tenho andado mais inspirado...

Morte

Contemplai as suas faces angélicas
Os seus olhos, uma chama apagada
A sua boca fina, perfeita, imóvel
Contemplai a perfeição encarnada

A sua pose, calmamente deitada
Os cabelos de seda, alinhados
A sua forma perfeita, força acabada
A expressão pacifica, em harmonia

Escutai o pranto da Terra, desolada
O uivar do Vento, em pura agonia
Escutai a ira dos Mares, em cólera
O soluço da Chama, que nada sentia

Chorai pela perda de tanta alegria
Pela morte da abençoada menina
Por toda a luz que ela vos trazia
E pela sua voz, que mais não ouvis

13 de fevereiro de 2010

Bernardino Reinaldo - Poema

Como todos agora escrevem poemas eu também vou escrever. O meu vai chamar-se Padeira.

Padeira

Padeira, Padeira
o teu pão é tão bom
que o como com alheira

Padeira, Padeira
não ponhas mais sal no pão
se não, eu fico com hipertensão

Tu que amassas
com as tuas mãos de ouro
o pão que eu como
vestida de couro.

Espero que gostem.

12 de fevereiro de 2010

Gilberto - Poema

Mais um poema, este é do BRAD:

Gato Preto

Um gato passou à minha frente
Um gato que eu não queria ter
Um gato preto da má sorte
Um gato que nem posso ver

Mas o gato preto não largou
Atrás de mim veio sempre
O gato preto não ficou
E desconfiado continuei

Um gato branco era o que queria
Um gato amigo e brincalhão
Pois gato preto não traz alegria
Só traz o mal, e a sorte é que não

Mas com um gato preto fiquei
Não é branco ou brincalhão
Com gato preto me contentei
Que má sorte só trouxe ao cão

Espero que gostem! 8D

9 de fevereiro de 2010

Nando - Poemas Lamechas - 3

Olá. Estava eu a tomar banho, à uns vinte minutos quando me veio um rasgo de inspiração, talvez mau, mas foi isto que saiu:

Cores

Estranhas cores sombrias
Essas de meus olhos
Que me denunciam a alma
Essas de meu sorriso
Que desvanece perante a tua indiferença
Essas de minha tez pálida
Que te procura no reflexo

Estranhas cores
Essas atenuadas por ti
Atenuadas pelo amor incorrespondido
Pela ausência de luz

Estranhas cores
Essas,
Que me conduzem à solidão.

Espero que gostem. : )
Beijo.

5 de fevereiro de 2010

Gilberto - Poema


Cá vai mais um poema:

Anjo Negro

Pele branca, dura e morta
Rosto congelado, olhos de louco
Planas, com asas negras
Voas sem destino, sem rumo

Rosas negras à tua volta, pairam
Meu anjo negro, preso...
Preso a um destino imortal
Destino sem fim, sem rumo

Destino que não é destino
Vivendo essa existência atormentada
E eu vejo, espelhada na tua face
A inveja da minha mortalidade

A inveja do meu sangue, frágil
Quem te dera a ti essa tormenta
De um destino leve, finito, mortal
Meu anjo negro, sem lágrimas para chorar

30 de janeiro de 2010

Nando - Poemas Lamechas - 2

Olá decidi dar-vos mais um dos poemas lamechas que escrevi. Tudo para fazer feliz a nossa romântica, Benvy. Mais um para ti amiga. : )

Instante

Olhei
Simplesmente olhei com atenção
Segui-me pelos teus olhos
Perdi-me na tua timidez
E esqueci-me
Que és inacessível
Esqueci-me de quem manda no teu coração
De quem amas
Por quem suspiras
Esqueci-me dela
Porque andava perdida em ti
Esqueci-me que sou invisível
Que nunca te poderia amar
Te sentir
Te fazer feliz
Me fazer feliz
Por isso preferi esquecer
Esquecer os momentos não passados
As palavras não ditas
Simplesmente olhei
E por um instante esqueci

Espero que gostem.
Beijo.

24 de janeiro de 2010

Bernardino Reinaldo - Música

Para mim a música é mais do que ouvir uma banda tocar mas sim tudo o que nos rodeia. O som suave das gotas a chocarem contra o seu obstáculo numa sinfonia tal, mas também o som dos pássaros a cantarem ao nascer do sol e até o mais pequeníssimo silêncio. A música é uma coisa omnipresente, acompanha-nos para todo o lado. Já um professor de música me dizia que até o mais pequeníssimo som é uma melodia, ou seja, música. Para mim a música não é uma simples combinação de sons e silêncio seguida ou não de uma pré-organização, mas sim uma arte uma forma de vida, uma alma que nos alegra o dia.

Música uma palavra mágica que é um mar de sentimento, um oceano sem fim.

A música está para a vida como o Sol para a Terra, como a água para o homem, como a terra para as flores.

A música é o pulmão da natureza.