
Um sonho sem mundo, era esse da minha luz. Um mundo sem sonho, era o da minha escuridão. Um sitio sem nome num estado de dormência perpétua. E eu caminhava por lá, indubitavelmente glorioso em todo o meu paço, único em aspecto. Diferente de tudo o resto. O som, não era. As formas, disformes, contorciam-se em agonia luminosa, mas sempre silenciosa. E muito cuidadoso, toquei na pedra levitante, sem ver o mundo que me sabia, no seu centro luminoso. O homem do piano sorriu, tocou o instrumento, morto, sem emitir um som. Mas os meus olhos ouviam, e os meus lábios sorriam. Pois estavas comigo, naquele sonho sem mundo, naquele espaço sem fundo...



Mais um poema, este é do BRAD: 
Para mim a música é mais do que ouvir uma banda tocar mas sim tudo o que nos rodeia. O som suave das gotas a chocarem contra o seu obstáculo numa sinfonia tal, mas também o som dos pássaros a cantarem ao nascer do sol e até o mais pequeníssimo silêncio. A música é uma coisa omnipresente, acompanha-nos para todo o lado. Já um professor de música me dizia que até o mais pequeníssimo som é uma melodia, ou seja, música. Para mim a música não é uma simples combinação de sons e silêncio seguida ou não de uma pré-organização, mas sim uma arte uma forma de vida, uma alma que nos alegra o dia.