30 de maio de 2010

Diana - Essencialmente Indecifrável

Conceberei algo indubitavelmente dúbio para que possa eclipsar um momento extraordinariamente inexequível. E com isto proferirei, somente que considero que sou privilegiada em léxico que irá possibilitar que unicamente os mais singulares apreendam que irei anuir, sucumbir ao amor.

25 de maio de 2010

Diana - Desditosos Pensamentos

Meu amor.

Saudosa. São estes os exíguos momentos em que a respiração pára, o coração enfraquece e eu desfaleço ao sabor do vento, esperando por algo que denuncie a minha insensatez e me mantenha presente. Respiro fundo, aguardando, só esperando mas o bater não volta, a imaginação voa e eu caio.
Não me ouves tombar, uma e outra vez, navegando as emoções, tentando segurar-me a descansos da inteligência desditosos. Nada resulta, a imaginação não pára. Alvoraço-me, escassos segundos de sobreposição de pensamentos. Então caio novamente, e deixo-me cair completamente. O coração pára.

24 de maio de 2010

Diana - Perspectivas

Entraram. Os três observavam-me com tantas perguntas e eu, esgotado de respostas, olhava-os também. Estendiam-me os seus dedos e eu confortava-me nas suas doçuras. Lembro-me o que pensavam. A dos cabelos ondulados, aquela que não despregava os olhos de nós, contemplando-nos com carinho, sentia-se feliz, realmente feliz por ali estar, no entanto, debatia-se com tantas questões, infindáveis pétalas, desconhecidas a meus olhos. A que se mantinha afastada, do outro lado do vidro, aquela que tentava resistir à minha brandura, olhava de esguelha tentando controlar os seus dedos que teimavam em fugir para o meu pescoço, também ela pensava calmamente em preservar aqueles momentos. O dos grandes olhos castanhos, nada queria comigo, fixara-se no meu irmão, a brancura perfeita que eu não possuía. Não me importei muito, a menina dos cabelos ondulados continuava a dar-me vigilância, indiferente ao meu pêlo alaranjado. Desmotivados pelo querer do que não podiam, viraram-me costas e caminharam para longe. Visitavam-me quase todos os dias com fraquezas que os impeliam a guardarem-me entre os seus braços, mas não o podiam.
Um dia, desapareci igualmente, nos tentáculos pouco cuidadosos, de um desconhecido barbudo que nunca me amara. E eles lá ficaram, olhando o vidro, vislumbrando as novas aquisições, que amariam, analogamente. Sai.

17 de maio de 2010

Artur

Quem ama não pensa, não sente mais do que amar. Quem ama não vê, não ouve. Quem ama sofre.
Porquê amar? Porquê a tentativa de sentir que estás radiante se sabes que não? Para quê tentar forçar, se quem amas não existe? Se quem procuras não encontras, que mais te resta? Resignaste mediocridade, não tentas mais do que o satisfatório, não mais além do confortável. Não tentas alcançar o transcendente. Porquê amar então?

13 de maio de 2010

Diana - Divagações Poéticas em Prosa - 5

Estou contigo.

Caminhámos perdidas uma na outra, ausentes do concreto. Descrevo aquele momento com as lágrimas que não derramei, que choro, hoje. Nunca me sentara nem o contemplara como ela o fez, nunca o vi com os seus olhos, pequeno pedaço de terra.
Incontáveis vezes passei lá, incomodada pelos olhares indiscretos, sozinha e depositara uma flor amarela, como ele desejara. E fi-lo, durante anos, sem qualquer tipo de regularidade, mas fi-lo sempre. Vi-te sentar-te diante dele e contemplá-lo, sentei-me, tonta, perdida no momento e influenciada por ti, como se de coisa normal se tratasse. Observei-o com os teus olhos. Vislumbrei as pequenas conchas, a pequena taça com água, as pedras brilhantes, as pulseiras doces e os desenhos repousando naquele rectângulo de terra seca. Nunca permanecera tempo suficiente para o fazer. Vi-nos sentadas por tempo impossível de determinar, olhando-o. Vi-me descreve-lo, falar dele, como nunca o fizera. Lembrei-me dos murmúrios tristes, das palavras de lamento e procurei consolo em ti. As tuas palavras, os teus suspiros e os teus silêncios permitiram-me que dividisse a tristeza aprisionada, que mantive sempre como uma melancolia inexplicável. Recordei todos os recantos, as histórias e momentos que não valorizei. Permaneci assim, sentada diante da sua campa sentindo os carinhos ali depositados. Era a mais bela, a mais natural, a mais simples, como ele o fora e como tu a descreves-te. Fraco mas incrivelmente perspicaz. Recuso-me a pintá-lo como não era pela sua simples ausência. Era um dos meus protegidos que não protegi, o que me agarrava a mão que lhe não agarrei. Era puro de sentimentos e ingénuo. Guardo-o como a pessoa que me fez reflectir em todas as pequenas coisas que nada importam. Ao meu lado, ajudaste-me a senti-lo, a percebe-lo. Ao teu lado percebi que nunca lhe dei a mão como deveria. Não dei a mão a ninguém, como pretendia. Dou-ta a ti.

8 de maio de 2010

Diana - Behind The Scenes

Tentámos fazer um vídeo de jeito, juro! Um vídeo que mostrasse o preconceito das pessoas quando vêem um casal homossexual, mas as pessoas não estavam viradas para grandes reacções. Então fizemos só o apanhado de algumas filmagens, numa curta-metragem para vos fazer rir. : p Está uma grande porcaria, mas dá para perceber a ideia. Eu não sou lésbica.

6 de maio de 2010

Diana - "É Youga, Não Yoga!"

Para os fãs do Harry Potter é fácil encontrar a ideia no meu título, para os menos afortunados a nível cultural nem por isso. : b
Em substituição dos Immortal têm vindo a crescer o número de entradas que envolvem a professora de Matemática (De quem todos nós gostamos! - Não existe qualquer tipo de sarcasmo nesta frase.)
No dia da nossa escola, 4 de Maio, foram desenvolvidas uma imensidão de actividades com o intuito de abrir os conhecimentos aos nossos colegas (E os nossos, claro!). Uma das actividades realizadas foi o Yoga da mente que, apesar de não ter-mos estado presentes, a professora de Matemática fez questão de nos pormenorizar. Explicou-nos que não poderíamos dizer Yoga na Índia, que faríamos papel de estúpidos. Enfim, desabafos da nossa sempre amada professora.


Mudando de assunto. Acho que já divulguei isto a sete ventos, pelo menos segundo a Immortal, mas eu e a Marisa vislumbramos uma ratazana em plena escola a passar de monobloco em nonobloco. Já reportei a situação à minha D.T. e ela informou-me que teria de ser feita uma desratização. Imploremos para que interfira com as aulas!
Terminei a minha entrada, com uma indecisão gigante sobre qual a foto para a ilustrar. Ratazana gigante ou Yoga invertido?! Ou uma ratazana gigante a fazer Yoga invertido! Enfim, acho que irão saber.
Beijo.

3 de maio de 2010

Diana - Contemplações Aulais

Passo as aulas observando (E mandado sms's, mas isso já é outra história...). Nesta aula em particular (Aula de Matemática, para variar!) a Puffy decidiu proclamar os seus desabafos diários.
Lembrou-se de perguntar uma coisa muito alheia à aula, bem, passo a reproduzir a conversa:

- Professoraaaaa (Quando lerem arrastem o "a" no fim.), vão por banquinhos à frente da escola para nós nos sentarmos? - desabafou a Puffy.
- Vão por o quê? - professora.
- Banquinhosssssssss (Arrastem o "s" no fim.)! - Puffy.
- O quê? Barcos, não acho que não. - professora (Neste ponto, começamos a duvidar das capacidades auditivas da professora perante os guinchos da Puffy).
Turma toda:
- Bancos! Tipo, para sentar!
- Ah! Bancos. Não acho que não. - professora.
O rapaz Rosa (Não podemos divulgar nomes no blogue.), vira-se para a professora:
- A professora sabe lá, não sabe nada!

Reacção da professora: Pega na garrafa de água e... (O resto é história.) : p
Mais tarde, nessa mesma aula, esgotaram-se as canetas para escrever no quadro e a professora mandou um dos alunos ir pedir à funcionária mais canetas.
Enquanto esperava, eis o monólogo:

- Não tenho caneta para escrever (Gritem esta frase.)! Eu quero uma caneta (Voz birrenta)!



Acho que a professora anda a aprender uma coisa ou duas com a sua filha de quatro anos, mas isto sou só eu a divagar.
Se forem pudicos ou facilmente impressionáveis não leiam o seguinte parágrafo! : p
Hoje, não sei a que propósito (Lá está, sms's.) a professora de Biologia lembrou-se de falar de sexo anal, o que, como devem imaginar, despertou todos os alunos para a aula. Disse-nos que os homossexuais costumavam praticar sexo anal mas que, como consequência iriam ter incontinência fecal quando fossem mais velhos, pois a prática deste acto leva a uma expansão do canal intestinal. Eu cá, mais uma vez nas minhas divagações, olhei imediatamente para uma certa coisa (Que odeio profundamente.) que se encontra na minha turma, enfim, isto sou só eu. : p
Despeço-me assim.
Beijo, meus adoráveis leitores.
P.S.: A professora de Biologia vai ter o bebé mais cedo e daqui a duas semanas irá deixar-nos! :'( Espero que a substituta não seja uma velha horrenda! E espero pelo bolo de iogurte do Parreira, na quinta. : p

1 de maio de 2010

Diana - Citação

"A solidão mata, a solidão tortura, a solidão maltrata, a solidão é uma mistura que não aquece mas arrefece o nosso coração."

Não sabia interpretar-te. Continuas só?

Diana - Divagações Poéticas em Prosa - 2

Prevalece no tempo, junto a mim. Ignora as palavras distantes. Mantém-te em mim.