24 de maio de 2010

Diana - Perspectivas

Entraram. Os três observavam-me com tantas perguntas e eu, esgotado de respostas, olhava-os também. Estendiam-me os seus dedos e eu confortava-me nas suas doçuras. Lembro-me o que pensavam. A dos cabelos ondulados, aquela que não despregava os olhos de nós, contemplando-nos com carinho, sentia-se feliz, realmente feliz por ali estar, no entanto, debatia-se com tantas questões, infindáveis pétalas, desconhecidas a meus olhos. A que se mantinha afastada, do outro lado do vidro, aquela que tentava resistir à minha brandura, olhava de esguelha tentando controlar os seus dedos que teimavam em fugir para o meu pescoço, também ela pensava calmamente em preservar aqueles momentos. O dos grandes olhos castanhos, nada queria comigo, fixara-se no meu irmão, a brancura perfeita que eu não possuía. Não me importei muito, a menina dos cabelos ondulados continuava a dar-me vigilância, indiferente ao meu pêlo alaranjado. Desmotivados pelo querer do que não podiam, viraram-me costas e caminharam para longe. Visitavam-me quase todos os dias com fraquezas que os impeliam a guardarem-me entre os seus braços, mas não o podiam.
Um dia, desapareci igualmente, nos tentáculos pouco cuidadosos, de um desconhecido barbudo que nunca me amara. E eles lá ficaram, olhando o vidro, vislumbrando as novas aquisições, que amariam, analogamente. Sai.

1 comentário:

  1. Tadinhos dos gatinhoos!!! São tão lindos, gosto muito deles.
    HEY! Eu tbm gosto dos laranjinhas! Até lhes faço festinhas e tudo! *.* São todos muito lindos! :D

    Gostei muito do texto, tá tão fantastico, adorei o facto de te inspirares nisto para o escrever! Está fantástico mesmo, e foi uma supresa tão fixe quando percebi do que se tratava o texto! ;D

    ResponderEliminar