Não. Hoje, espero pela manhã, quase tarde do amanhã, na expectativa de te ter. É esse o momento pelo qual aguardo. O nosso.
Bons sonhos.
Depois deste primeiro encontro com o extraterrestre, apanhei o dito autocarro para a rodoviária de Leiria, e daí, em conjunto com o Artur, apanhei o autocarro para a infame praia de São Pedro de Moel (Ou Molela, dependendo da pessoa a quem perguntares.). Planeáramos uma ida à praia, eu e o Artur, de forma a pudermos visitar a nossa Mari, que está de momento a passar férias junto ao mar.
Quando por fim, chegámos à praia, o Artur, ao despir os seus calções apercebeu-se que se tinha esquecido dos calções de praia e permaneceu em boxers grande parte da estadia.
Passadas várias horas, um Compal Vital horrível e uma sandes repugnante, eu e o Artur dirigimo-nos à paragem a fim de apanhar o autocarro das 18h, para o qual tivemos de correr.
Tudo decorria na perfeita normalidade do regresso a casa quando sofremos uma paragem abrupta (Utilizei esta palavra pelo puro enfatuamento.) devido a um acidente, que envolvia três carros e ocupara as únicas duas vias, da estrada. Entretive-me a cantar Solta-se o Beijo e a ouvir várias músicas dos Coldplay, no tempo que permanecemos esperando que alguém (A polícia incompetente. - Apenas neste acidente, não querendo generalizar.) retirasse os carros da estrada.
No decorrer da nossa espera ouviram-se várias exclamações entusiastas, que envolviam tudo, desde a ambulância à maçã que comia para passar o tempo.
Do género:
(Digam-no de maneira extasiada.) - Vou perder o outro autocarro! Podemos ficar aqui horas! ou - A mulher não saí do carro, deve ter magoado a coluna.
O que é certo é que várias saídas do autocarro depois, até eu, que não me mexera, já sabia a vidinha completa da senhora que ia na ambulância, atingida pela curiosidade do público.
Por fim, libertaram a estrada e seguimos caminho.
Quando, finalmente, esperava que o suposto entusiasmo do dia terminasse, encontro uma porta de entrada partida e uma história mirabolante da minha família, com protagonista um rapaz dos seus cinco anos que caíra pelas escadas abaixo, partindo a porta de entrada do prédio. A minha mãe, auto-proclamada heroína do dia, estancou o sangue do profundo corte da perna do rapaz e chamou uma ambulância.
O dia terminou comigo a escrever-vos isto a altas horas da madrugada (Exagero.) e entre empregadas extraterrestres, pessoas do autocarro alucinantes e estilhaços de vidro ensanguentados, termino a minha já exaustiva e longa entrada.
Beijo.
P.S.: (Nota para mim própria.) Lembrar ao Artur de não se esquecer dos calções de praia quando pretende efectivamente ir à praia.
P.S.S.: Só consegui encontrar uma imagem que possuí-se dois dos lapsos de hoje. : b

