
Um sonho sem mundo, era esse da minha luz. Um mundo sem sonho, era o da minha escuridão. Um sitio sem nome num estado de dormência perpétua. E eu caminhava por lá, indubitavelmente glorioso em todo o meu paço, único em aspecto. Diferente de tudo o resto. O som, não era. As formas, disformes, contorciam-se em agonia luminosa, mas sempre silenciosa. E muito cuidadoso, toquei na pedra levitante, sem ver o mundo que me sabia, no seu centro luminoso. O homem do piano sorriu, tocou o instrumento, morto, sem emitir um som. Mas os meus olhos ouviam, e os meus lábios sorriam. Pois estavas comigo, naquele sonho sem mundo, naquele espaço sem fundo...
Está lindo.
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