Provavelmente deveria estar a dormir, despedi-me do meu respirar. Desculpa. Estou num estado de espírito deveras trágico. Impossibilitada de fechar os olhos e reflectir no que fiz ou disse e no que não fiz ou não disse. Apeteceu-me variar no conteúdo, deprimir-me um pouco na escrita. Pensei em escrever no meu conto, mas inconscientemente tornei-o numa história triste, fria e difícil de coexistir no positivismo que me pediram. Adiei a data de entrega. Também nos meus poemas me estraguei com a melancolia. Enviei-os ao jornal, como habitual, mas a resposta deles foi que não poderiam publicar todos, pelo menos enquanto não se aplicá-se uma situação merecedora de tanto negativismo. Sempre fui uma pessimista, não se relacionando de qualquer forma com a minha incapacidade de ver o mundo real. Acredito que o meu mundo é facilmente modificável e daí denomina-lo irreal, porque não segue uma linha de pensamento, está rodeado de altos e montanhas, de vales e colinas, de seres e não seres. Totalmente alheio ao destino, coisa, em que, sinceramente, nunca acreditei. Motivada pela escrita de outros solitários vagueando pelo mundo, pensei em escrever não só superficialmente mas aprofundar-me. E, se chegaram a meio e fecharam a página num suspiro profundo de puro aborrecimento não vos culpabilizo. Nunca me interessaria por este texto se cada palavra não pesasse tanto em mim, se cada vírgula não modificasse o meu pensamento. Assim, me despeço, assumindo uma verdadeira posição de derrotada e na esperança que ao partilhar isto com vocês, me dêem a mão para que possa quebrar a apatia. Obrigada por me escutarem nesta entrada tão invulgar, tão pessoal que raramente existe nesta imensidão de pétalas que é o nosso blogue.
Eina, tu escreves mesmo bem _*.*
ResponderEliminarConta comigo para te dar a mao , querida ;)
Beijinhos*
p.s. o destino existe, vai por mim.
Audácia de leres o meu blog? Esquece lá isso, quem teve a audácia de clicar no link para o teu blog fui eu :S
ResponderEliminarEstou aqui, para te amparar se tiveres de cair.