5 de fevereiro de 2010

Gilberto - Poema


Cá vai mais um poema:

Anjo Negro

Pele branca, dura e morta
Rosto congelado, olhos de louco
Planas, com asas negras
Voas sem destino, sem rumo

Rosas negras à tua volta, pairam
Meu anjo negro, preso...
Preso a um destino imortal
Destino sem fim, sem rumo

Destino que não é destino
Vivendo essa existência atormentada
E eu vejo, espelhada na tua face
A inveja da minha mortalidade

A inveja do meu sangue, frágil
Quem te dera a ti essa tormenta
De um destino leve, finito, mortal
Meu anjo negro, sem lágrimas para chorar

3 comentários:

  1. Adoro...
    Adoro...
    Adoro...
    Odeio uma coisa (que não odeio mesmo) a palavra imortal. : p
    Tirando isso perfeito como sempre.
    ; )
    Diana

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  2. Perfeitíssimo!
    Espetacular Gilberto, a sério.
    Beijinhos.

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