20 de julho de 2010

Diana - Meu Cravo

Meu cravo,

Aguardo perseverantemente a tua palavra, para que possamos recomeçar o perpétuo ciclo quotidiano de que me fazes alvo. Não pretendo que me exprimas negativamente. Compreendo. Vivencio-o. Amo cada segundo e anseio por cada momento. Sabe-lo. Dilata a expectação.
Vislumbrei uma tímida luz, penso que és tu. Não quero espreitar, e se não fores? E se se tratar de uma mensagem dispensável de alguém ainda mais prescindível? Estarei a anular o ciclo. A fome asfixiante que tenho de ti impele-me a ir. Não me ralhes. Já sei que estás a pensar em faze-lo por não ir a correr ter contigo, mas não tolero um golpe na expectativa. A avidez, de ti, vence. Vou perscrutar.
És mesmo tu, com as palavras ataráxicas que proferes habitualmente: "Estou aqui.", ao que eu objecto: "Meu amor. Lindo." E recomeça o ciclo. O tão atendido e aguardado ensejo dá-se, eu, estendida na minha cama, contigo ao meu ouvido, com o teu cheiro ao meu alcance e um livro que arrisca anular a tua ausência, sem êxito. Por vezes, o ciclo é quebrado e o momento em que te detenho destruído. Mas a falta não é tua. É do Mundo.
Vou cessar a escrita. Quero dedicar-me a ti.

4 comentários:

  1. Não tenho lido o blogue, desculpa. Anyways, gosto do texto, tenho a certeza que ela tbm. :)
    Mas esse final... é asserio? :o

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  2. Cessar porque terminei de escrever, não totalmente, só naquele dia. : b

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  3. Ah, ya. Agora assustei-me. xD
    Perdoa a minha falta de interpretação. :p

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  4. Não te preocupes. O ciclo, como disseste, é prepétuo. Não penses no tempo que falta para, aproveita apenas os segundos que vos pertencem .

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