Vislumbrei-me subjugada pela negrura da noite. Só. Despojada sem sentimento numa cadeira gélida, invadida pela rejeição. O silêncio escarnecia da minha solidão, ecoando no meu corpo. Permanecia aguardando por ti, qual pedra imperturbável. Resistia aos puxões brutos do mundo dos sonhos que persistiam em assolar-me o espírito e fixava qualquer instante que assistia a tentativa de deslembrança de juras quebradas. Criticava a promessa, doce e inócua do teu existir. Detivera-me assim, imóvel pela incerteza, suportando a exaustão cada vez maior que me arrastava pela dormência, indiferente ao facto de ainda não a teres proferido. Careceria dela para poder repousar o coração já tão derreado pela tua contínua ausência. Como me retive oscilando, unida aos meus joelhos, impaciente pela tua presença, combatendo as lágrimas que teimavam em invadir o rosto. Queria tocar-te. Agarrar-me à fragilidade do teu ser e sentir que nada se modificara. Desejava-o tanto.
As lágrimas cessaram. Debilmente, mergulhei na escuridão, extenuada pela manhã nebulosa que despertou. Adormecida pela inexistência dos raios luminosos. Enfraquecida pela ausência de um amo-te.
As lágrimas cessaram. Debilmente, mergulhei na escuridão, extenuada pela manhã nebulosa que despertou. Adormecida pela inexistência dos raios luminosos. Enfraquecida pela ausência de um amo-te.
Para variar a tua escrita está perfeita. Gosto muito desta vertente mais negra da tua escrita, muito bom mesmo! ;D
ResponderEliminarContinua inspirada. :b
Fantastico Diana ^^
ResponderEliminarSem palavras, embora longe compreendo-te sem fronteiras .